sexta-feira, 17 de março de 2017

Sou eu que estou errada ou é o mundo?



Tudo parece diferente de um ano atrás. Até mesmo de alguns meses. Coisas que antes tinham graças, agora não me fazem mais rir. Pessoas que eu achava que iria levar para toda vida, me sinto mal na presença delas, mesmo sem elas não terem feito nada. Meu gosto musical mudou drasticamente mais uma vez, e descobri coisas novas, que se eu tivesse ficado parada não descobriria. 
Mas então, olho para aqueles que estão ao meu redor, e eles continuam os mesmos, não conhecem as coisas que conheço, não se abrem para o desconhecido, não querem nada que seja diferente. Na hora de ter uma conversa séria, não consigo, nenhum deles me leva a sério, acham que eu continuo sendo a mesma garotinha que fazia piada de tudo... Eu continuo fazendo piadas, mas eu também sei que a vida não é feita apenas de risos.
Estou me importando com cada coisa pequena, sei que nossas vidas são feitas delas também. Gosto de comentar sobre meus sentimentos, e ajudar aqueles que eu amo com o que estão sentindo, e acabo me machucando. 
Sempre fui altruísta a ponto de colocar todos acima de mim, entretanto, venho percebendo o quanto isso exige de mim, da minha capacidade mental de me manter bem e sadia para os outros, e não para eu mesma, venho tentando deixar esse costume de lado, porém toda vez que digo um "não", me torno uma vilã, que não quer mais ajudar os outros. Então, prefiro machucar os outros para ficar bem, ou me machucar para não ver ninguém mal? A segunda opção é a que eu mais recorro.
É como se eu estivesse correndo, tentando alcançar meus objetivos, mas sempre tendo que levar os outros comigo, nas minhas costas, para que eles não caiam, não afundem, não entrem em combustão espontânea com seus próprios problemas. Já perdi muitas oportunidades por pensar primeiro nos outros, em vez de ser um pouco egoísta, e agora, vivo com medo de acabar caindo, e não conseguir chegar onde quero, por excesso de peso. 
Não vejo problema, e não tenho problema em ajudar os outros, mas estou cansada de resolver a vida para todo mundo, como se eu não tivesse os meus próprios problemas. Uma coisa é ouvir, aconselhar, oura coisa é servir como hospedeiro para sanguessugas que -apesar de meus amigos -, não veem o mal que causam à mim.

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